The Walking Penguin - Episódio 11


A última coisa que Fredy se lembrava era da explosão, um barulho tão intenso que o deixou surdo por um momento. Agora, se encontrava em um quarto bem arrumado porém pequeno, estava em algum hospital. Não estava preso a nada, mas imaginava que ali seria mais difícil de escapar do que de qualquer prisão. Assim que ele se levantou para ver se a janela podia ser aberta a televisão à frente de sua cama ligou. Anônimo: Atenção recruta, você foi designado para a classe de Busca! Nesse momento todos dos seus tem uma missão padrão: Localizar e capturar Diego vp 10. -- O vídeo continuou, mas Fredy estava mais interessado em pensar em como sairia dali. Ao olhar pela janela percebeu que estava em um lugar que ele nunca tinha ido, como se não fosse no CP -- … agora uma enfermeira foi contactada e em pouco tempo estará ai para lhe fazer perguntas padrão. Fredy desconectou os fios que o prendiam a um equipamento e foi analisar melhor a janela, ele poderia sair por lá, estava no primeiro andar. Estava tentando sair quando a máquina começou a apitar freneticamente, desesperado ele agiu por impulso, a pegou e jogou contra a janela com toda força que pode, assim que o vidro nela deixou de existir um alarme tocou, mais alto e frequente do que antes. Luh: Ele fugiu -- Disse antes mesmo de entrar completamente no quarto -- Fique aqui e pegue os registros dele… Quero tudo em 5 minutos. Jonnh: Certo! -- Fredy, que se escondia embaixo da cama, se assustou ao ouvir a voz de seu velho amigo, ele estava mesmo do lado deles? A hora que a enfermeira os deixou Lado saiu de baixo da cama -- Ei você! Fique parado enquanto eu chamo a segurança! Fredy: O bom e velho Jonnh… -- Fredy foi se aproximando dele com calma enquanto ele não se movia nem expressava uma emoção -- Calma, sou eu o Fredy! Jonnh: Espere… -- Rápido como um raio Jonnh se aproximou de Fredy o encostando na parede com uma faca em seu pescoço -- Todos aqueles que lembrarem seu nome depois da operação devem ser eliminados… Fredy: Do que esta falando? -- Empurrou Jonnh para trás, mas novamente ele avançou com a faca, dessa vez Fredy desviou e o empurrou em direção à janela -- Pare cara! Jonnh: Não consigo! -- Jonnh atirou a faca como um profissional acertando o amigo no ombro muito perto do peito e correu em direção dele, mas antes de chegar para finalizar Fredy este o atingiu com uma cadeira e o empurrou com toda força para trás o fazendo cair de costas para a janela. Antes de cair conseguiu dizer algo. -- Me ajude! Mas Fredy não podia, tinham feito algo com ele, o mudaram. Seja lá quem fosse aquele que caiu da janela, não era Jonnh. Seguiu em frente pelo corredor sem tirar a faca que continuava presa em seu ombro, andava sem rumo e desorientado… O que havia acontecido? Quando chegou em uma porta que parecia levar à saída percebeu que não tinha para onde ir, então entrou no elevador e clicou no botão mais fundo de todos, que o levaria o mais longe para o subsolo. Anônimo: Sabemos que está mentindo -- Foi a primeira coisa que ele ouviu depois do elevador abrir, era um lugar escuro onde um vidro na parede a frente revelava uma sala de interrogatório -- Onde estão as máquinas Bolo? Bolo: Eu não sei do que você está falando! -- Fredy foi se aproximando do vidro, pode ver que o interrogador era o mesmo que aparecia nos vídeos, encapusado e com o rosto tapado por uma máscara -- Juro que não sei… Anônimo: Ei você -- No momento o coração de Fredy parou, ele estava o vendo e o chamando -- Entre aqui, por que demorou tanto para trazer o relatório? Fredy: Err… -- Teria que inventar algo rápido, olhou para Bolo desesperadamente e então teve uma ideia -- Senhor, temos um fugitivo e um morto la em cima… Tudo está um caos Mestre! Anônimo: Fique de guarda enquanto eu confiro isso -- Ele chegou na porta do elevador -- E eu não sou o Mestre, apenas mais uma peça de algo muito maior. Logo que foram deixados a sós, Fredy e Bolo fugiram daquele prédio por instalações subterrâneas que os levaram até à Caldeira. Mas eles não eram as pessoas com mais problemas da ilha, longe de lá Diego observava enquanto uma resposta ficava pendente. Crodoalvo afirmara que um deles teria de morrer e ele tinha razão, mesmo que Diego atirasse no velho amigo, haviam mais deles prestes a matar os outros. Crodoalvo: Então… Ninguém? Rafinho: Eu aceito -- Rafinho que ainda estava apoiado em um dos guardas, aparentemente tinha juntado muita força para conseguir colocar as duas pernas no chão e, com a sua frase, já havia chamado a atenção de todos -- Me mate, eu não ligo… Que sentido tem viver em um mundo que morremos ou vemos os amigos morrer? Pedrinho: Ninguém vai morrer hoje… Eu sei onde o Diego está -- Pedrinho virou-se em direção ao carro e piscou, de algum modo ele soube… Teria que matar todos os inimigos lá. Pegou a arma instintivamente e a apoiou na porta do carro, sem deixa-la evidente -- Mas saiba Crodoalvo, você não se dará bem nessa… Crodoalvo: Você quer apostar? -- Crodoalvo tirou a arma e apontou no Pedrinho -- Vou contar até três, se eu não souber a posição exata de Diego no final da contagem… Marcols: Espera! -- Marcols deu um passo a frente se liberando do guarda atrás dele -- Diego… Esta morto! Crodoalvo: Como aconteceu? -- Olhou desconfiado para Marcols -- O líder não vai gostar nada disso… Terá que encontrar outros para construir a máquina… Fofucho: Eu sei… -- Se soltou dos guardas e foi em direção a Crodoalvo -- Diego me ensinou… Ele sempre usou o centro enquanto eu e Marcols fazíamos as laterais... Quando ele disse isso Diego entendeu a dica e percebeu que aquele seria o momento para dar o primeiro tiro. Então tudo aconteceu em um segundo, Marcols com uma faca matou o guarda que o prendia e ainda atingiu aquele em que Rafinho se apoiava fazendo os dois caírem; Fofucho com um pedaço de madeira atingiu Crodoalvo e mais o guarda atrás dele, já Diego deu dois tiros perfeitos, derrubando os dois últimos guardas ainda não atingidos. Mas, no meio de tudo isso, outros dois tiros foram dados. Diego: O que aconteceu? -- Abriu a porta do carro e, mesmo com a perna quebrada, desceu, caindo ainda no primeiro passo. Sua visão ficou meio turva com a dor, mas conseguiu ver que Crodoalvo já não estava no chão e tinha desaparecido, mas não conseguiu saber quem tinha sido atingido, então o sangue escorreu em seu rosto. -- O que… Marcolino: Pedrinho! -- Pedrinho tinha sangue saindo pela suas costas, deixando tudo claro o que tinha acontecido, os tiros haviam atingido os dois… Atravessando Pedrinho e atingido Diego em algum lugar que ele ainda não sabia bem onde -- Respire… Fofucho venha ajudar! Então tudo começou a parecer um grande pesadelo para Diego. Fofucho estava sobre Pedrinho chorando e nada se fazia para tentar cura-lo, o tiro o atingira no coração e Marcols estava agora sobre Diego limpando o sangue que parecia sair de sua testa. Então sentiu que não iria morrer, que tinha uma missão a ser cumprida, matar todos aqueles que fizessem parte disso, todos os que fossem responsáveis por qualquer morte. Começou a sorrir por aquilo e então ficou inconsciente.